sábado, 5 de julho de 2014

Relação entre o texto“O modelo dos modelos” de Italo Calvino e o AEE




O texto “ O modelo dos modelos” de Italo Calvino nos traz uma reflexão  e uma relação pertinente com o Atendimento Educacional Especializado. Sabemos que passamos também por essa etapa da vida em que moldamos tudo, temos já os nossos conceitos e pré-conceitos estabelecidos na vida, assim como o senhor Palomar que tinha como regra um modelo já definido e que deveria ser adaptado na sua experiência prática. Quando iniciamos nossa vida acadêmica é dessa forma, criamos um modelo de aluno, de ensino, de escola e saímos de lá com essa utopia quando de repente nos deparamos com uma realidade “diferente” semelhante com a do senhor Palomar que confrontava com os modelos ideais e que as linhas do desenho surgiam deformadas e retorcidas. E agora? O que fazer? Mudar os conceitos e os pré-conceitos, mudar as regras.
 [...] A regra do senhor Palomar foi aos poucos se modificando: agora já desejava uma grande variedade de modelos, se possível transformáveis uns nos outros segundo um procedimento combinatório, para encontrar aquele que se adaptasse melhor a uma realidade que por sua vez fosse feita de tantas realidades distintas, no tempo e no espaço. Este é o objetivo da inclusão, é enxergar a totalidade, as possibilidades, as potencialidades, é romper com paradigmas, estereótipos pré-estabelecidos, pensamentos ultrapassados e abrir caminhos para a heterogeneidade, ao respeito ás diferenças através do AEE na escola superar as dificuldades e buscar sempre novas estratégias, caminhos, descobertas até encontrar e assim transformar a realidade educacional destes alunos promovendo uma aprendizagem de qualidade para todos.
Para isto é fundamental como analisa Palomar, dissolver os modelos, ou até mesmo dissolver-se a si próprio, apagar da mente os modelos e os modelos de modelos. É preciso se esvaziar, perceber-se como um ser que necessita de mudanças, de reformulações, de reflexões sobre sua prática e de se renovar sempre. De acordo com o senhor Palomar, para fazer isto, melhor é que a mente permaneça desembaraçada, mobiliada apenas com a memória de fragmentos de experiências e de princípios subentendidos e não demonstráveis. Não é uma linha de conduta da qual possa extrair satisfações especiais, mas é a única que lhe parece praticável. O AEE  se constitui como um desafio, precisamos ter ousadia para superar as dificuldades encontradas e sempre buscar novos caminhos, aprender com as experiências e conquistas, sendo flexível a mudanças com a mente desembaraçada pronta para aprender e desenvolver um trabalho significativo para todos os alunos.  


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Recursos e estratégias em baixa tecnologia para alunos com TGD/TEA .

       O TEA-Trantorno do Espectro Autista  é um distúrbio do desenvolvimento neurológico. Esse distúrbio  apresenta dois domínios: sociais/comunicação déficits e interesses fixados e comportamentos repetitivos (APA, 2012).As estratégias e recursos de baixa tecnologia tem o objetivo de apoiar os alunos com TGD/TEA em seu desenvolvimento de habilidades comunicacionais e sua interação social. Bez (2014) afirma que as tecnologias criam novas possibilidades de interações e de subjetivação, esta linguagem tecnológica é uma extensão da linguagem humana que se traduz ou se evidencia em mudanças na compreensão de mundo.  Apresentarei algumas atividades que poderão ser desenvolvidas com alunos com TEA. 


1. Cartões de comunicação

Público alvo: Alunos com TGD, com dificuldades de comunicação.

Idade: A partir de 4 anos

Local de utilização: Sala do AEE e Sala de aula comum.

Descrição e intervenção: Podem ser utilizados em vários ambientes de acordo com o contexto que a criança se encontra. As figuras escolhidas para os cartões devem ser o mais próximo possível da realidade da criança para que possa dar sentido e ver funcionalidade no seu uso.


2. Comunicador em forma de relógio

Público alvo: Alunos com TGD, com dificuldades de comunicação.

Idade: A partir dos 4 anos

Local de utilização: Sala do AEE e Sala de aula comum.

Descrição e intervenção: O comunicador é um recurso que possibilita o indivíduo dar sua resposta com autonomia, mesmo quando ele apresenta uma dificuldade motora severa. Seu princípio é semelhante ao do relógio, só que é a pessoa que comanda o movimento do ponteiro apertando um acionador.


3. Prancha de comunicação

Público alvo: Alunos com TGD, com dificuldades de comunicação.

Idade: A partir dos 4 anos

Local de utilização: Sala do AEE e Sala de aula comum.

Descrição e intervenção: As pranchas de comunicação podem ser construídas utilizando objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números. As pranchas são personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras do aluno.Essas pranchas podem estar soltas ou agrupadas em álbuns ou cadernos.  O aluno vai olhar, apontar ou ter a informação apontada, dependendo de sua condição motora e cognitiva. Esse recurso permite a comunicação entre professor e aluno, além de auxiliar todas as práticas pedagógicas.


 

4. Como estou hoje?

Público alvo: Alunos com TGD, com dificuldades de comunicação.

Idade: A partir dos 4 anos

Local de utilização: Sala do AEE e Sala de aula comum.

Descrição e intervenção: Cartões contendo gravuras de pessoas representando o humor do aluno naquele dia, e será demonstrado através dos cartões como se encontra seu estado emocional: bravo,alegre, triste, assustado. A atividade poderá ser realizada no início do atendimento na sala do AEE, ou da aula do ensino comum. Ela aproxima o professor do aluno, facilitando posteriores estratégias pedagógicas a serem trabalhadas com o aluno.




5. Pareamento de letras à vista de uma figura conhecida

Público alvo: Alunos com TGD e demais alunos em fase de aquisição da leitura e escrita.

Idade: A partir dos 4 anos

Local de utilização: Sala de aula comum e sala de AEE.

Descrição e intervenção: A atividade é realizada com letras móveis e cartelas contendo a figura com seu nome, com quadrados em branco para o aluno preencher com as letras móveis o nome da figura, fazendo relação entre imagem x leitura x escrita. Essa atividade é para a construção da base alfabética, auxiliando e ampliando o vocabulário do aluno bem como a sua leitura e escrita.




REFERÊNCIAS:

 Bez. Maria Rosangela. As Tecnologias como signos na perspectiva da teoria Sócio-histórica. In: Curso de Atendimento Educacional Especializado. Disciplina: AEE E TGD. 2014.


 Bez. Maria Rosangela. Recursos Tecnológicos de Apoio para TEA. In: Curso de Atendimento Educacional Especializado. Disciplina: AEE E TGD. 2014.

segunda-feira, 21 de abril de 2014





Surdocegueira e Deficiência múltipla


A Surdocegueira é uma deficiência única, é uma condição que apresenta outras dificuldades além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez. Apresenta necessidades especiais básicas principalmente na comunicação, orientação e mobilidade. McInnes(1999) subdivide as pessoas com surdocegueira em quatro categorias que são: Indivíduos que eram cegos e se tornaram surdos; Indivíduos que eram surdos e se tornaram cegos; Indivíduos que se tornaram surdocegos; Indivíduos que nasceram ou adquiriram surdocegueira precocemente. Estas categorias podem ser agrupadas em Surdocegos congênitos ou Surdocegos adquiridos. E dependendo da idade ainda podem ser classificados em Surdocegos Pré-linguisticos ou Surdocegos Pós-linguisticos.
 Deficiência múltipla refere-se às pessoas que apresentam mais de uma deficiência associada. É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam o funcionamento individual e o relacionamento social. Apresenta características peculiares com necessidades únicas que requer atenção especial a dois aspectos importantes que são a comunicação e o posicionamento.
As necessidades específicas das pessoas com surdocegueira e DMU são diversas, uma das primordiais é favorecer o desenvolvimento do esquema corporal para que a pessoa possa se auto perceber e perceber o mundo exterior, deve-se buscar sua verticalidade, o equilíbrio postural, a articulação e a harmonização de seus movimentos bem como estimular a autonomia em deslocamentos e movimentos, o aperfeiçoamento das coordenações viso motora, motora global e fina e o desenvolvimento da força muscular.
As pessoas com Surdocegueira e DMU precisam aprender a usar as duas mãos (aquelas que não apresentam graves problemas motores) para servir como tentativa de diminuir as eventuais estereotipias motoras e pela necessidade do uso de ambas para o desenvolvimento de um sistema estruturado de comunicação.  As dificuldades fonoarticulatórias, motoras ou neurológicas proporcionam algum tipo de limitação na comunicação e no processo e elaboração das informações causando prejuízo no processo de simbolização das experiências vividas e no sentido que elas representam.
O trabalho com as pessoas com DMU e Surdocegueira deve ser pautado na interação com o meio ambiente através da estimulação e organização dos meios de interação com o mundo. É preciso disponibilizar recursos para favorecer a aquisição da linguagem estruturada no registro simbólico, tanto verbal quanto gestual.
Algumas das estratégias utilizadas para a aquisição da comunicação dos alunos com Surdocegueira e DMU são: Um mediador para que possa mediar seu contato com o meio, estabelecendo códigos comunicativos entre o deficiente e o receptor; O uso de objetos de referência que têm a função de substituir a palavra e representar pessoas, objetos, lugares, atividades ou conceitos associados a eles;  As Caixas de antecipação que permite conhecer os primeiros objetos de referência que anteciparão as atividades e o conhecimento das primeiras palavras; Os calendários, que são instrumentos que favorecem o desenvolvimento da noção de tempo, da comunicação, do ensino de conceitos abstratos, na ampliação do vocabulário e ainda ajudam os alunos a estabelecer e compreender rotinas; O TADOMA que é um sistema de comunicação na qual a pessoa com surdocegueira recebe a fala através do tato.
A pessoa com Surdocegueira ou DMU necessita de um sistema de comunicação que lhe permita constituir-se como sujeito, operando no registro simbólico, organizando seu pensamento e sentimentos, dando sentido as suas experiências e se relacionando com o outro. Estabelecendo assim uma comunicação com o seu meio.


Referências:

              
BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-                MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira            e Deficiência Múltipla (2010).

Folheto FACT 3 – COMMUNICATION / Primavera 2005 - Lousiana Department of Education                1.877.453.2721 State Board of Elementary and Secondary Education. Tradução: Vula Maria                       Ikonomidis. Revisão: Shirley Rodrigues Maia. Junho de 2008.

IKONOMIDIS, Vula Maria. Apostila sobre “Deficiência Múltipla Sensorial”,2010 sem publicar.

SERPA, Ximena Fonegra. Comunicação para Pessoas com Surdocegueira.Tradução do                             livro Comunicacion para Persona Sordociegas, INSOR-Colômbia 2002.



domingo, 23 de março de 2014

          Educação Escolar de Pessoas com Surdez - AEE em Construção


 Uma nova política de Educação Especial na perspectiva inclusiva, para pessoas com surdez, tem se tornado promissora no ambiente escolar e nas práticas sociais/institucionais. Por mais diferentes que sejamos, sempre nos igualamos na convivência, na experiência, nas relações e nas interações. Dessa forma, a pessoa com surdez não deve ser vista como o deficiente, apesar de ter a perda sensorial auditiva, o que a limita biologicamente para essa função perceptiva, existe toda uma potencialidade do corpo biológico humano e da mente humana que canalizam e integram os outros processos perceptuais, tornando essa pessoa capaz, como ser de consciência, pensamento e linguagem.
A Pessoa com surdez precisa ser trabalhada no espaço escolar como um ser que possui uma deficiência, que provoca uma diferença e limitações, que devem ser reconhecidas e respeitadas, mas jamais podendo se justificar o fracasso por essa questão.O problema da educação das pessoas com surdez  é bem mais amplo, não pode continuar sendo centrado nessa ou naquela língua, mas deve levar-nos a compreender que o foco do fracasso escolar não está só nessa questão, mas também na qualidade e na eficiência das práticas pedagógicas. A aprendizagem significativa em prol das pessoas com surdez na escola comum, precisa romper com vários empecilhos, que, segundo Damázio(2005), impedem o desenvolvimento e provocam a repetência e a evasão, ocasionando o fracasso escolar.
 É preciso construir um campo de comunicação e interação amplo, possibilitando que as línguas tenham o seu lugar de destaque, mas que não sejam o centro de tudo o que acontece nesse processo. Um sujeito com surdez não deve está reduzido ao chamado mundo surdo, com a identidade e a cultura surda, mas numa pessoa com potencial a ser estimulado e desenvolvido nos aspectos cognitivos, culturais, sociais e lingüísticos. Ela não é estrangeira em seu próprio país, mas usuária de um sistema lingüístico com características  próprias, no qual cognitivamente se organiza e estrutura o pensamento e a linguagem nos processos de mediação simbólica.
 O Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005,  determina o direito de uma educação que garanta a formação da pessoa com surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo.
 No AEE PS, o aluno é trabalhado a partir da compreensão do ciclo de desenvolvimento e aprendizagem, respeitando os campos pedagógicos e lingüísticos das duas línguas. O AEE PS, respeita  princípios pedagógicos essenciais, que garantem o acesso às duas línguas obrigatórias para o atendimento do aluno com surdez, mediante uma organização didática e metodológica, num ambiente de aprendizagem que promova o desenvolvimento social, afetivo, cognitivo e lingüístico do aluno com surdez.
            Segundo Damázio, o trabalho do AEE PS é desenvolvido envolvendo três momentos didático-pedagógicos, que são:  O AEE em LIBRAS; O AEE para o ensino da língua portuguesa; O AEE para o ensino de LIBRAS.
O AEE em Libras na escola comum refere-se ao ensino dos diferentes conteúdos curriculares na língua de sinais, por um professor de preferência surdo. Esse trabalho é realizado todos os dias, em horário oposto ao das aulas, na sala de aula comum. A organização didática desse espaço de ensino implica o uso de muitas imagens visuais e de todo tipo de referências que possam colaborar para o aprendizado dos conteúdos. Os materiais e os recursos precisam estar presentes na sala de AEE.  O Professor em Língua de Sinais, ministra aula utilizando a LIBRAS nas diferentes modalidades, etapas e níveis de ensino como meio de comunicação e interlocução. Todo o desenvolvimento que os  alunos apresentam são registrados no caderno de registro.
O AEE para o ensino de Libras na escola comum, é realizado pelo professor e/ou instrutor de Libras(de preferência surdo), deve ser planejado  a partir do diagnóstico do conhecimento que o aluno tem a respeito da Língua de Sinais. O professor e/ou instrutor de LIBRAS organiza o AEE, respeitando as especificidades dessa língua, principalmente o estudo dos termos científicos a serem introduzidos pelo conteúdo curricular. Eles investigam os termos científicos, analisam, avaliam e registram para serem utilizados nas aulas em LIBRAS. O espaço de ensino também necessita de muitas imagens visuais e de todo tipo de referências que possam colaborar para o aprendizado da Língua de Sinais. Os materiais e os recursos para esse atendimento precisam estar presentes na sala de AEE. O professor que ministra aulas em Libras deve ser qualificado para realizar esse atendimento e ter bastante cuidado para não praticar o bimodalismo.
O AEE para o ensino da Língua Portuguesa acontece na SRM e em horário contrário ao da sala comum. É realizado por um professor, preferencialmente formado em Língua Portuguesa e que conheça os pressupostos lingüísticos teóricos que norteiam este trabalho. O objetivo desse atendimento é desenvolver a competência gramatical e textual, nas pessoas com surdez, para que sejam capazes de gerar seqüências lingüísticas bem formadas. Neste atendimento, o professor trabalha os sentidos das palavras de forma contextualizada, respeitando e explorando a estrutura gramatical da Língua Portuguesa.
O AEE para ensino da Língua Portuguesa é planejado em conjunto com os professores de Libras e o da sala comum. Para esclarecerem as dúvidas os professores organizam um caderno de estudo, no qual exemplificam conceitos, o qual contribui para o aprendizado dos alunos.
            A educação no AEE PS precisa além de romper com o embate entre gestualistas e oralistas, construir novos caminhos preparando para a individualidade e a coletividade,  possibilitando ao aluno com surdez de estudar em uma escola comum, na perspectiva inclusiva, garantindo assim seu direito e promovendo seu desenvolvimento de forma eficaz.



DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo; FERREIRA, Josimário de Paula. Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p. 46-72.

domingo, 1 de dezembro de 2013


A audiodescrição é um recurso de tecnologia assistiva que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual junto ao público de produtos audiovisuais. Consiste na tradução de imagens em palavras.É um  recurso de acessibilidade que  amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais (peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles, espetáculos de dança), turísticos (passeios, visitas), esportivos (jogos, lutas, competições), acadêmicos (palestras, seminários, congressos, aulas, feiras de ciências, experimentos científicos, histórias) e outros, por meio de informação sonora. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que encontram-se excluídos da experiência audiovisual e cênica.
A audiodescrição transforma o visual em verbal, abrindo possibilidades maiores de acesso à cultura e à informação, contribuindo para a inclusão social, cultural e escolar. Além das pessoas com deficiência visual, esse recurso amplia também o entendimento de pessoas com deficiência intelectual, idosos e com dislexia. Para isso, são usados os mesmos equipamentos de tradução simultânea, fones de ouvido e receptores. A informação sonora é transmitida pelos audiodescritores de dentro de uma cabine, com um roteiro previamente preparado, estudo sobre o tema e terminologia, inserida preferencialmente entre as falas dos personagens.
A acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta no mundo todo. Os esforços neste sentido visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluída, como também estabelecer um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade.
Este recurso deve ser utilizado na escola, o próprio professor pode descrever o universo imagético presente em sala de aula como ilustrações nos livros didáticos e livros de história, gráficos, mapas, vídeos, fotografias, experimentos científicos, desenhos, peças de teatro, passeios, feiras de ciências, visitas culturais, dentre outros, sem precisar de equipamentos para tal, mas ciente da importância de verbalizar aquilo que é visual, o que certamente irá contribuir para a aprendizagem de todos os alunos. 
Todos se beneficiam com o recurso, tanto aqueles que escutam como aqueles que fazem a audiodescrição, pois além do senso de observação, há uma ampliação do repertório e fluência verbais. O uso da audiodescrição na escola permite a equiparação de oportunidades, o acesso ao mundo das imagens e a eliminação de barreiras comunicacionais.
Mil palavras valem mais do que uma imagem para quem tem deficiência visual.

sábado, 19 de outubro de 2013

                                   Tecnologia Assistiva- Deficiência Intelectual



De acordo MELO(2007) “Tecnologia assistiva são recursos e serviços que visam facilitar o desenvolvimento de atividades diárias por pessoas com deficiência. Procuram aumentar as capacidades funcionais e assim promover a independência e a autonomia de quem as utiliza”.
Tecnologia assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. (Wikipédia, 2013).
Este recurso de tecnologia assistiva é um material de baixa tecnologia para ser usado no Atendimento Educacional Especializado na sala de recursos multifuncionais. Pode ser utilizado para alunos com deficiência intectual com o objetivo tanto de trabalhar a motricidade como de estimular seu raciocínio lógico, memória, sequência, cores, formas, etc. São blocos de encaixe, nos quais se colocam letras e gravuras para facilitar a escrita das primeiras palavras, para alunos no início do processo de alfabetização. É uma forma lúdica de aprender e assim eliminar as barreiras que prejudicam o desenvolvimento dos nossos alunos.

Bibliografia:
Retirado do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia_assistiva  Acesso em 19 /11/  2013.

http://pedagogiaeevangelho.blogspot.com.br  Acesso em 19/11/2013.

domingo, 18 de agosto de 2013


Tecnologia Assistiva-Deficiência Física




 


                                      
                                                              Teclado colméia

Teclado coberto por uma colméia de acrílico transparente. A colméia é uma placa com furação coincidente às teclas. É utilizada por alunos com problemas de coordenação motora. Esse recurso possibilita ao aluno com dificuldade motora de utilizar o computador com o objetivo de promover acessibilidade ao mundo virtual e facilitar a digitação.